Sobre pessoas e nossas relações

Interrompemos a falta de programação deste blog para uma postagem urgente!

Tá, brincadeira, não é urgente, mas é importante, então prestem atenção.

 

Ontem eu fui procurar uma coisa na minha linha do tempo e acabei devaneando um pouco enquanto olhava minhas postagens antigas (eu ter chegado em 2011 não vem ao caso). Me espantei com o quanto eu mudei de alguns anos pra cá… mas o foco do texto é outro. Conforme avançava, eu vi como minha interação com as pessoas mudou, e como as pessoas também mudaram.

Entre 2010 e 2012, eu conversava principalmente com o pessoal da minha escola; a partir de 2012 esse público mudou gradativamente pra galera dos grupos feministas. Então percebi que existem algumas pessoas cujo contato ficou perdido em algum lugar de 2011 das quais eu sinto falta. Bem, ok, é um ex-colega de classe só, mas o sentimento é o mesmo.

Esse rapaz estudou comigo por seis anos e em nenhum deles eu pude prever a pessoa que ele se tornaria, indo de alguém que eu, na minha mente extremamente julgadora, não dava um puto pra uma pessoa politizada que me ensinou muita coisa.

Lá pelas bandas do segundo ou terceiro ano do colegial, eu achei que ele seria alguém com quem valeira a pena formar e manter uma amizade. Nós conversávamos, muito esparsamente, sobre filosofia e literatura e eu ficava encantada com as opiniões dele e aprendi a gostar dessas conversas – inclusive, muito do que eu conheço hoje, me foi apresentado por ele. Infelizmente eu sou sempre fui muito tímida e nunca soube muito bem como fazer e manter uma amizade (todes es amigues que eu tenho hoje são acidentes), então gradativamente eu perdi o contato com o moço. Fiquei bastante chateada com isso, porque eu sempre apreciei as conversas que tivemos; seu ponto de vista e suas opiniões em alguns assuntos sempre foram – e, na verdade, são até hoje – muito importantes pra mim.

É, ele é alguém com quem eu devia ter tentado um pouco mais.

Mas, afinal, qual o objetivo disso tudo?

O seguinte: não façam como eu. Se vocês conhecem alguém e acham que tal pessoa pode ser um bom amigo, invista nisso. Puxe papo, busque coisas em comum e conversem. Não há muito de ruim que pode acontecer e é sempre bom buscarmos contato com as pessoas que achamos valer a pena.

Eu tenho uma espécie de contato com o dito moço, mas é algo muito mais esporádico e menos familiar do que eu gostaria que fosse e isso me entristece bastante. Não se deixe criar esse tipo de arrependimento.

 


Pra vocês não se preocuparem, esse texto de hoje não interfere em nada na postagem do domingo. Está quase pronta a resenha e eu vou mesmo falar sobre O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos. Aguardem!


 

Abraços quentinhos.

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