Percy Jackson – O Ladrão de Raios

Título: Percy Jackson e os Olimpianos – Livro I – O Ladrão de Raios

Autor: Rick Riordan

Lançamento: Editora Intrínseca, 2009

Sinopse: Percy Jackson está para ser expulso do colégio interno… de novo. É a sexta vez que isso acontece. Aos doze anos, esta é apenas uma das ameaças que pairam sobre esse garoto, além dos efeitos do transtorno de déficit de atenção, da dislexia… e das criaturas fantásticas e deuses do Monte Olimpo, que, ultimamente, parecem estar saindo dos livros de mitologia grega do colégio para a realidade. E, ao que tudo indica, estão aborrecidos com ele.

Vários acidentes e revelações inexplicáveis afastam Percy de Nova Iorque, sua cidade, e o lançam em um campo de treinamento muito especial, onde é orientado para enfrentar uma missão que envolve humanos diferentes – metade deuses, metade humanos –, além de seres mitológicos. O raio-mestre de Zeus fora roubado e é Percy quem deve resgata-lo.

Com a ajuda de novos amigos – um sátiro e a filha de uma deusa –, Percy tem dez dias para reaver o instrumento de Zeus, que representa a destruição original, e reestabelecer a paz no Olimpo. Para fazer isso, terá de fazer mais que capturar um ladrão. Terá de encarar o pai que o abandonou, resolver um enigma proposto pelo Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

Onde encontrar: Livraria Cultura | Saraiva | Submarino | Lojas Americanas | Amazon

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Esta foi minha escolha para o livro de abril do Desafio IDY e, sinceramente, é maravilhoso! Não foi a primeira vez que eu li a saga dos Olimpianos, mas já fazia tanto tempo desde a última vez que foi como uma leitura nova.

O Ladrão de Raios é o primeiro livro de uma quintologia que vai envolver adolescentes sarcásticos, deuses gregos, sátiros medrosos e muita, mas muita confusão mesmo. Não tem como não amar! Não é à toa que eu decidi reler a saga toda!

A escrita do Rick é uma coisinha tão gostosa de se acompanhar, gente, que olha! E é impressionante como ele, um senhor de 41 anos à época, faz a gente se identificar com os personagens, como eles se sentem… olha, tudo bem, nem todo mundo pode virar e dizer que é filho de um deus grego, mas todo mundo em algum momento da vida se sente inseguro consigo mesmo e, apesar dos erros que nossos pais possam cometer, nós queremos que eles se orgulhem de nós. E esses temas são recorrentes durante o livro; eu acho até que o Percy é maduro pra caramba pra idade dele, tendo em vista o humor ácido e como ele lida com os acontecimentos.

Outra coisa linda que eu percebi no livro dessa vez, foi como ele realmente colocou o Percy como um garoto que está saindo da infância e entrando na adolescência, com as reações e a profusão de emoções de um menino de 12 anos – que chora ao reencontrar a mãe, que treme de medo diante do deus da guerra, que sente a dor de ser traído… e chega de spoilers, né?! O caso é: vamos parar de ensinar aos nossos meninos que eles têm de “ser fortes e não chorar”, “esconder suas emoções” e “engolir o choro”. Todo mundo sente, todo mundo sente dor e todo mundo precisa dum colo de vez em quando, crianças principalmente. Então deixe nossos meninos em paz!

Afora o Percy, que é uma meiguice de menino, os outros personagens são muito maravilindos! Rick sempre encontra um jeito de ir dando uma pista ou outra sobre a plot master da saga, deixando uma pulga atrás da nossa orelha e fazendo com que a gente queira chegar ao fundo desse mistério. Annabeth é incrível, Grover é uma graça e a forma como ele introduz as lendas gregas antigas e as adapta à modernidade é muito show de bola, gente, sério!

Eu recomendo esse livro e essa série com força. Pra deixá-los curiosinhos e com vontade de ler, segue abaixo uma seleção do que eu considerei os melhores trechos do livro! Aproveitem!

É realmente incrível até que ponto os seres humanos podem ir para adaptar as situações à sua concepção de realidade. – Quíron, pg. 163.


— Isso me deixa triste, Percy.

— O quê? Ter se juntado a essa missão estúpida?

— Não. Isso me deixa triste. — Ele apontou para todo aquele lixo no chão. — E o céu. Não dá nem para ver as estrelas. Eles poluíram o céu. Esta é uma época terrível para ser um sátiro.

— Ah, sim. Acho que você seria um ambientalista.

Ele me lançou um olhar penetrante.

— Só um ser humano não seria. Sua espécie está entulhando o mundo tão depressa que… Ora, não importa. É inútil fazer sermões para um ser humano. Do jeito que as coisas vão, nunca encontrarei Pã. – Diálogo entre Percy e Grover, pg. 197.


— Quer dizer, você realmente acha que será você quem vai encontrar Pã?

— Preciso acreditar nisso, Percy. Todo buscador acredita. É a única coisa que nos impede de ficar desesperados quando olhamos para o que os seres humanos fizeram com o mundo. Tenho de acreditar que Pã ainda pode ser despertado. – Diálogo entre Percy e Grover, pg. 198.


— Percy, apresento-lhe Gladiola. Gladiola, Percy.

Olhei para Annabeth, calculando que ela fosse rir da peça que eles estavam me pregando, mas ela pareceu extremamente séria.

— Não vou dizer olá para um poodle cor-de-rosa — falei. — Esqueça.

— Percy — disse Annabeth —, eu disse olá para o poodle. Diga olá para o poodle.

O poodle rosnou.

Eu disse olá para o poodle. – Diálogo entre Annabeth, Grover, Gladiola e Percy, pg. 203


Eu adoraria contar que tive alguma revelação profunda enquanto caía, que aprendi a aceitar minha própria mortalidade, que em face da morte etc.

A verdade? Meu único pensamento foi: Aaaaaaarggghhhhhh! – Percy, pg. 220.


Os mortos não são assustadores. São apenas tristes. – Percy, pg. 310


Então é isso, pessoal! Se vocês gostaram, sigam o blog pra mais conteúdo divertido assim, comentem aqui em baixo e compartilhem prezamigue verem. Se vocês não gostaram, façam tudo isso assim mesmo porque sim! Se vocês têm alguma sugestão, ou gostariam que eu falasse sobre alguma coisa, me digam nos comentários ou me mandem um e-mail (o endereço está ali na descrição, embaixo da minha foto divônica).

Semana que vem, eu espero sair com as outras três resenhas do desafio. A resenha de Cinderela está atrasada, mas vou tentar soltá-la no sábado, tá? Então tá bem.

Abraços quentinhos!

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