O Livro do Silêncio

Título: Deuses de Dois Mundos – O Livro do Silêncio

Autor: PJ Pereira

Lançamento: Editora Da Boa Prosa – 2014

Sinopse: Newton Fernandes é um jovem que se define mais como ambicioso do que idealista, e está disposto a obter as mais altas posições que o jornalismo pode lhe dar. Um caso de sabotagem industrial parece ser o passaporte mais efetivo para entender e tirar proveito do enorme jogo de poder que envolve as grandes corporações. Melhor ainda se esse caminho inclui metas sexuais e experiências gastronômicas que possam ser descritas em detalhes nos e-mails trocados com o desconhecido que se oferece para ajudá-lo a entender a série de eventos místicos em que Newton se recusa a acreditar.

 Apenas essa história já seria suficiente para guiar você, leitor, para uma narrativa um tanto misteriosa e cheia de surpresas. Mas as explicações para as dúvidas de Newton vivem num mundo diferente. E foi por isso que PJ Pereira intercalou a narrativa com capítulos mitológicos que contam a história daquele que é tido como o maior adivinho de todos os tempos, Orunmilá, e sua procura para recuperar os poderes de prever o futuro. É na busca desse babalaô que se tem a oportunidade de ser apresentado à riquíssima e pouco conhecida mitologia dos orixás e descobrir mais sobre personagens como Xangô, Ogum e Oxóssi.

Onde encontrar: Livraria Cultura | Saraiva | Submarino | Lojas Americanas | Amazon

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Esse livro foi escolhido especialmente para fazer parte do Desafio Especial: Literatura Nacional, proposto pelas meninas do Desafio IDY!

Me deparei com esse livro no começo do ano passado e fiquei completamente apaixonada e encantada com ele! Eu sempre fui uma pessoa muito curiosa sobre tudo e sempre quis saber tudo sobre todas as coisas, inclusive sobre religiões. Mas tendo crescido em um lar firmemente cristão, eu sempre tive medo de saber dessas coisas, porque nos é ensinado que tudo fora do cristianismo apenas o ensinado na igreja que a pessoa frequenta é coisa do demônio e a gente vai pro inferno se se envolver com isso.

E eu não queria mudar de religião. Nem hoje, que já não frequento a igreja evangélica, nem me considero cristã mais, eu quero me tornar umbandista, espírita ou qualquer coisa do tipo. Naquela época muito menos. Mas não importava, eu nem sonhava perguntar alguma coisa pros meus pais, com medo que eles achassem que eu estava sendo influenciada por Satã.

Há mais ou menos dois ou três anos, eu toquei o foda-se e comecei a ler e ouvir sobre tudo que me desperta a curiosidade.  As religiões de matriz africana sempre me encantaram. Sempre achei incrível e curioso como elas funcionam, as vestimentas de seus adeptos e as festas que eles dão. Além de ser apaixonada pelas músicas, com os sons dos tambores e aquela coisa gostosa que remete ao samba!

E encontrar esse livro, que traz a mitologia ioruba em forma de ficção, foi um achado maravilhoso!

“Muito tempo atrás, quando os orixás criaram o homem, deram a eles poderes sobre as águas, os céus e as coisas da terra. Mais tarde, quando os homens deixaram de acreditar em magia, foram perdendo essas habilidades. Mas, enquanto acreditaram, fizeram tanto com esses poderes que eles mesmos se tornaram orixás. Essa é a história de alguns desses homens.”

Ele vai nos contar a história de um moço paulista chamado Newton. Ele é jornalista, gosta de comer bem e está investigando um possível furo jornalístico enorme envolvendo fraude em uma empresa alimentícia.

Ao mesmo tempo, mas em épocas diferentes, o babalaô Orunmilá enfrenta um grande problema quando Ifá não lhe responde mais, através dos búzios. Ele descobre que os odus foram sequestrados pelas terríveis Iá Mi, que querem o controle de todo o segredo do destino. Orunmilá, então, parte em uma missão para recuperar os 16 odus e conta com a ajuda de Exu, Ogum, Oxóssi, Xangô e vários outros orixás.

Enquanto Orunmilá parte em sua missão lá em Ilorin, em São Paulo Newton recebe a visita de um orixá chamado Oxalá, que lhe explica que ele tem um papel importante a cumprir – papel esse que vai ajudar no cumprimento da missão de Orunmilá – ao mesmo tempo em que isso reflete em sua vida na Terra.

A partir daí a narrativa segue que é uma beleza, porque a gente fica penado para ver o que vai acontecer, como vai acontecer e de que raio o Newton tá falando durante sua troca de e-mails com um completo estranho.

Eu fiquei grudada nesse livro do começo ao fim. O PJ escreve bem, sabe conduzir a narrativa direitinho e, por mais que tenha isso de ficar intercalando de histórias entre os capítulos, não fica confuso!

Recomendo com força esse livro para todo mundo que gosta de mitologia, de ficção e se interessa por conhecer um pouco mais sobre esse mundo fascinante dos orixás!


Ainda hoje, ou amanhã, eu solto a resenha de Clube do Beijo, flw? Então flw.

Beijos, lindezas

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